segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Happy Halloween!!!



Todos sabem que não sou o maior fã da cultura americana, mas para essa celebração até eu tiro o chapéu!!!


Feliz Halloween!!!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

De volta ao passado: o bom e velho Atari


Esta semana em virtude de um acidente doméstico, tive alguns dias para ficar em casa e me desligar dos compromissos do trabalho.

Em meio a esses dias de "ociosidade" me deparei com uma verdadeira relíquia da história dos video games: o lendário Atari. Em meio a algumas velharias que estavam largadas em um cômodo à parte aqui em casa, encontrei o meu Atari (nem me lembrava mais dele...rs) e resolvi testa-lo para ver se ainda funcionava.

Para a minha surpresa, não só funcionou como está em perfeitas condições.

Ganhei esse video game de um primo quando eu tinha 5 anos. Tinha vários joguinhos, mas o único que encontrei em meio a minha bagunça foi o não menos legendario Pac-Man (foto).

Não vou begar que passei várias horas em frente a TV me divertindo com o pioneiro entre todos os consoles. Por mais que ele seja simples, com gráficos fracos e som até certo ponto irritante, foi um verdadeiro retorno a minha infância. E em grande estilo...rs

Pouco menos de um ano depois de ganhar meu primeiro video game, meu pai me deu de aniversário um Super Nintendo (técnologia de ponta na época) e o velho Atari foi aposentado. E esta semana, quase 20 anos depois, eis que ele voltou a ser o astro principal no meu quarto, deixando para trás nada menos do que o Playstation 3. Tá com moral???

Mesmo assim, o Atari não vai ganhar cadeira cativa aqui em casa (até porque não aguentaria muitas horas após tantos anos de descanso), mas podem ter certeza de que alguns dias o passado voltará à tona e o bom e velho console estará em alta.

Pelo menos aqui comigo...rs

Nosso adeus à Luiz Mendes



Morreu hoje, no Rio de Janeiro, aos 87 anos e com mais de 70 anos de profissão, o comentarista da palavra fácil, Luiz Mendes. Torcedor do Grêmio e do Botafogo, ficou marcado na história do jornalismo esportivo pela sua fala simples e grande memória. O rádio brasileiro está de luto.


Adeus, tchê!!!

Os mitos e a força da Mãe África




Fim do suspense!!!




Na noite de ontem a direção geral de carnaval do CAESV (Conselho de Avaliação das Escolas de Samba Virtual), publicou em seu principal veículo de comunicação, o site SRZD, a confirmação da inscrição do G.R.E.S.V. Guerreiros do Leão para a disputa do Carnaval Virtual de 2012.




Como é do conhecimento da maioria dos amigos, após alguns meses afastado, retomei o posto de carnavalesco da agremiação e em conjunto com meu amigo e também grande artista, Thiago Rocha (Gago), criamos o enredo "A Auróra dos Deuses" (a logomarca oficial ilustra a postagem), que irá tratar da cultura Yorubá e a sua influência na cultura brasileira.




A sinopse, que pode ser encontrada no blog oficial da Guerreiros do Leão já está disponível para os compositores que desejarem participar da disputa de samba enredo, que acontece em dezembro.




A Guerreiros do Leão foi fundada em 2009 e está em seu terceiro ano de CAESV. Em 2011, a Escola obteve a 3° colocação com o enredo "O Guaraní", também de minha autoria.




Vamos lá pessoal, participem das eliminatórias e juntem-se a Guerreiros para mais um belo Carnaval!!!


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O sanduíche que deu samba

Este ano estou me preparando para retornar ao Carnaval bragantino com a responsabilidade de conduzir a Unidos das Águas Claras ao título de campeã do Grupo de Acesso.

No meu último trabalho em Bragança Paulista, em 2010, tinha a mesma missão, porém, com uma agremiação bem mais modesta, a Mocidade Independente Júlio Mesquita.

Na ocasião, trabalhando em parceria com a carnavalesca Mirella Fernanda, desenvolvemos e levamos para a avenida o enredo "Da Elite ao Popular, da Inglaterra para o Mundo e do Mundo para o Palco da Folia: é Sanduíche tá na Boca do Povão", que narrava a história do sanduíche.

Quando assumi os trabalhos da Mocidade em agosto de 2009, sabia que tinha um grande desafio pela frente, já que a agremiação não contava com uma condição financeira das mais favoráveis, pelo contrário, passava por um dos piores momentos de sua história e para agravar ainda mais a situação, um enorme racha na diretoria fazia com que a Escola não encontrasse um ponto de equilíbrio.

Nos primeiros dois meses os trabalhos correram de maneira satisfatória, com os desenhos e protótipos sendo confeccionados dentro do cronograma.

Os problemas surgiram em meados de outubro, quando o dinheiro faltou de vez e os trabalhos ficaram parados por cerca de 6 semanas, somente com um pequeno grupo formado por Claudio de Moraes, Eunice da Luz e por uma senhora que infelizmente não me lembro o nome, mas que trabalhou de maneira incansável para colocar a Mocidade na avenida.

Somente na segunda quinzena de janeiro (já bem próximo do dia do desfile) é que a presidente Manriet Pires (Tata) conseguiu contornar a situação e injetou um dinheiro no barracão da Escola. Lá, eu, Mirella, e os irmãos Leandro e Natalie Quarteroni tiravamos "leite de pedra" com o que tinhamos em mãos. Arame, jornais velho, papelão, raspa de madeira e tubos de plástico ganhavam cor e passavam a compor a decoração das alegorias.

Mesmo com todos esses problemas, no dia 13 de fevereiro, tudo estava pronto e a Mocidade foi a segunda Escola a desfilar na passarela Chico Zamper, pelo Grupo de Acesso.

Cantando um samba no qual eu fui um dos autores em parceria com meu pai Sérjão e com o consagrado e multi-campeão de sambas enredo, Gera da Cuíca, a Mocidade surpreendeu positivamente em sua evolução. As alas que exibiam fantasias grandes e até certo ponto luxuosas, desfilaram empolgadas e cantando o samba do início ao fim. As alegorias, mesmo sendo as menores do desfile do Acesso, apresentavam bom acabamento e coesão com o enredo, como pode ser visto na foto que ilustra a postagem (carro abre-alas "Reinado de Jorge II").

Com todos os problemas enfrentados para a construção deste Carnaval, a 3° colocação obtida em 2010, aliada a dois Estandartes de Ouro conquistados (melhor enredo e melhore samba enredo), fizeram do desfile da Mocidade um dos melhores momentos da agremiação após o seu rebaixamento em 2000.

Ainda hoje tenho muito amigos em Júlio Mesquita e sei que as portas seguem abertas para mim junto a agremiação.

Relembrei esse desfile hoje, pois me encontrei com o diretor de carnaval da Mocidade da época, o Luis Carlos Medeiros (Pelêgo) e rimos bastante lembrando dessa apresentação. Assim, decidi compartilhar com vocês algumas das peculiaridades que envolveram este trabalho.

Segue a letrado samba enredo de 2010:

Compositores: Gera da Cuíca, Sérjão e Sérgio Júnior

Hoje a Mocidade contagia
Vem mostrar no dia-a-dia
Que a vida é só trabalho e agitação
Mal fazemos uma breve refeição
No século XVII o homem inglês
Jogava cartas o dia inteiro
Sem ter tempo pra comer
Esta breve refeição eu vou fazer

Pega o pão corta no meio
Põe o recheio é a solução
É sanduíche tá na boca do povão

Sanduíche da gente...
Tem cachorro-quente no meio do pão
Até o astronauta levou na sua missão
Em diversos países até virou lazer
Todo mundo quer comer

Sanduíche da vida...
Tem recheio de amor
Tem também o cultural
Com a Mocidade nesse Carnaval

É gente pra lá...
É gente pra cá...
E no recheio a Mocidade vai passar

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Recordar é viver [3]

Não precisa dizer mais nada, não é mesmo???

Que Joãosinho Trinta me perdoe, mas este é simplesmente o maior carnavalesco de todos os tempos, um verdadeiro mestre na arte do bom gosto e do capricho nos detalhes.

A última homenagem desta pequena série de hoje vai para o genial Arlindo Rodrigues, multi-campeão do carnaval carioca (com passagens brilhantes por Salgueiro, Mocidade, Imperatriz e União da Ilha) e dono de um estílo inconfundível que tinha como principal característica o luxo e o requinte.

Arlindo faleceu precocemente, em 1987, em plena atividade artística (além de carnavalesco, na época era o diretor artistico da extinta Tv Manchete).

A esse grande mestre de toda uma geração (inclusive a minha), fica a eterna saudade e a lembraça a cada Carnaval.

Obrigado por tudo, Arlindo Rodrigues!!!

Recordar é viver [2]



Voltemos ao ano de 1977.


A multi-campeã Portela apresentava o magnífico enredo "Festa da Aclamação", de autoria de Hiram Araújo e concebido pelas carnavalescas Rosa Magalhães e Lícia Lacerda.


O desfile que contava através de relatos históricos a grande festa organizada no Rio de Janeiro para a coroação de Dom João VI, apresentou um visual deslumbrante e de grande impacto, como pode ser visto no carro alegórico que fazia referência ao mar, com sereias e vários outros elementos marinhos.


Reparem na beleza das esculturas que emolduram a alegoria e no quanto as suas formas são atuais, ou sejam, guardadas as devidas proporções, caberiam perfeitamente nos desfiles atuais, tão carentes desse esmero na parte plástica.


Enfim, mais um belo momento a ser recordado pelos amantes do samba!!!